Mais do mesmo

Acho mais do que legítimo o debate entre eleitores sobre seus candidatos. O que acho chato, infantil e incoerente é acusar o partido A de corrupto como se o partido B também não fosse.

Desculpe-me a arrogância, mas se o debate é por aí eu nem entro.

O fenômeno é interessante e paradoxal, pois em um país como o Brasil, onde o ditado “política e religião não se discute”, é ecoado aos quatro ventos como sinônimo de sabedoria, a onda de ódio eleitoreiro cresce cada vez mais. Já não são raras amizades sendo desfeitas nas redes sociais por conta das paixões ideológicas.

Opa, pera! Paixão ideológica? Será?

Lembre-se do dito popular mais comum no Brasil: “política e religião não se discutem”. Então, por que tanta desavença eleitoreira em um país tão despolitizado como o nosso?

Incitação da mídia? Emburrecimento coletivo? Aumento do egoísmo humano? Talvez um pouco de todas.

Encerro dizendo: Amigos tucanoides e petralhas, vamos relaxar um pouco e deixar a tensão para eles. Porque na real, a gente que é do bem vai continuar fazendo a diferença e sendo relevante na vida próximo independente deles.

Porém, para isso, precisamos manter a unidade, porque afinal, juntos somos mais fortes!

Sobre Marcello Comuna

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2 comentários

  1. Lembrando sempre que as instituições não são pessoas, sendo assim elas não podem ser corruptas, pessoas são corruptas ou honestas. Instituição não é gente, não podem fazer, comer, agir, ligar, reclamar etc. Pessoas fazem isso, pode ser até mesmo em nome de instituições, mas creio que no caso da corrupção, elas não fazem isso em nome da instituição A ou B elas fazem em nome próprio. Sendo que em todo o lugar existem pessoas corruptas e honestas, não seria diferente nas instituições. Parabéns pela coluna Comuna, debate super pertinente em um momento tão delicado da nossa democracia.

    • Sem dúvidas Dumont. Eu gosto de uma frase altamente subversiva do Ulisses Guimarães: “Não é o poder que corrompe o o homem, é o homem que corrompe o poder”. Essa frase é subversiva pq destrói o senso comum de que “o poder corrompe o homem”, exatamente como você citou sobre as instituições. Contudo, o que tentei passar no texto, é que no atual cenário eleitoral, essas acusações mútuas de corrupção são o ápice da contradição e hipocrisia.

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