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Dudu de Morro Agudo (Texto alternativo)
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Para um mundo menos desigual, pessoas diferentes

No início de tudo, quando entrei pela primeira vez no site da UFF, para me informar sobre o Mestrado em Educação, não tinha certeza de nada. Inclusive tinha bastante dúvida, mas o que importava pra mim naquele momento era o percurso, a viagem, então somente viajei.

As etapas foram experiências incríveis, desde a elaboração da proposta de pesquisa, a atualização do meu curriculum vitae na plataforma Lattes, do CNPQ, da estratégia de estudo para a minha preparação para a prova, depois para a prova de inglês, até a tão esperada entrevista. O relógio era meu amigo em todos os momentos, o controlador do tempo.

Cada degrau que eu subia me colocava mais perto do chão, até que veio a “inesperada” notícia, eu estava dentro, eu era o mais novo mestrando da UFF, e então meus pés se fincaram de uma vez por todas no chão da realidade.

Eu tinha uma prazo muito curto para organizar minha vida para enfim receber o desafio do mestrado. A missão de escolher uma creche para o meu pequeno filho de apenas um ano talvez tenha sido a parte mais dolorosa, mas foi apenas uma delas.
Era tudo muito novo, uma nova realidade que me causava calafrios e angústias.

O mundo às vezes ficava em câmera lenta e derrepente acelerava, o relógio já não era uma aliado como antes.

E então chegou o grande dia. A primeira aula. Acordei às 04:30 da manhã, pois não queria me atrasar. Minhas mãos suavam cada vez mais a cada um dos cinquenta quilômetros que separavam a minha casa da universidade Federal Fluminense.

Minha barriga doía, eu sentia um forte aperto no peito como se estivesse engolido uma bola de tênis. Um peso sobre os ombros que eu não conseguia explicar e nem mesmo entender o motivo. Talvez fosse a tal ansiedade.

Quando pisei na sala de aula, olhei para cada um dos meus cinco novos colegas e imediatamente reparei o quanto éramos diferentes fisicamente. A professora, com toda sua experiência, conduzia com maestria a aula, tentando – e conseguindo – nos deixar mais à vontade, as suas palavras eram como uma massagem que me trazia tranquilidade e deixava o meu corpo e minha alma mais leves.

Em uma dinâmica de apresentação pude perceber que eu e meus colegas não éramos diferentes só fisicamente, pois cada um de nós tinha um histórico de vida totalmente diferente do outro, contudo ao mesmo tempo sentia que cada um deles era uma parte de mim, principalmente em suas angústias.

Enfim fiquei bem. Minha respiração aos poucos voltava ao normal, meu coração já não estava tão acelerado e as dores foram desaparecendo.

Neste momento eu procurava me dedicar em apenas prestar a atenção em cada uma das histórias contadas por meus colegas. Quando necessário a professora intervia com comentários que nos orientava a respeito dos nossos próximos dois anos juntos, principalmente no controle do nosso ego. Afinal, somos mestrandos da UFF.

Nós somos diferentes sim, nossas histórias de vida são bem diferentes uma das outras, mas nossas vontades e objetivos são os mesmos.

Desejamos transformar o mundo em um lugar melhor, menos desigual, e cada um de nós acredita que o caminho para o sucesso dessa empreitada é a educação, e é isso que nos move, foi essa certeza que colocou cada um de nós sentados ali.

Esta é a utopia que nos move e faz com que nossas diferenças sejam habilidades individuais para uma luta coletiva.
Somente pessoas diferentes são capazes de construir um mundo mais igualitário.

Espero, sinceramente, que a história acima te motive a lutar pelo que acredita, que te mostre que “é possível”, talvez não seja fácil, ou melhor, não será fácil, mas é possível.

E se eu puder ajudar de alguma forma, por favor, entre em contato comigo. dududemorroagudo@gmail.com

Sobre Dudu de Morro Agudo

Rapper, escritor e empreendedor social. Um perito em transformar sonhos em realidade.

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