quarta-feira, 24 julho, 2024

Quem faz a foto, quem pratica o hip hop?

Sei que tem tempo que não escrevo aqui, em minha coluna no Enraizados, mas vocês sabem que estou trabalhando demais né? Prova disso é a correria que estou fazendo em São Paulo, vim para participar do Onda Cidadã, onde conheci o Marcelinho Hora, fotógrafo, integrante/fundador do coletivo TrotaMundos.

Ainda em São Paulo criamos o coletivo #Contágio, para dar visibilidade Global para atividades locais. E lendo/vendo suas correrias, resolvi publicar este post, pois vi que temos muito em comum.

Marcelinho Hora está entre eu (DMA) e o Barone (de óculos, a direita).

Antes de vir para São Paulo eu estava na Rocinha, participando de um evento, organizado pelo GBCR (Grupo de Break Consciente da Rocinha), dentro do CAPS. Cantei rap com o #ComboIO, teve graffii, três DJs e muuuuuuuuuito break. Achei lindo. Incrível mesmo, foi saber que o Marcelinho Hora tem um projeto muito foda no CAPS lá em Aracaju.

Fiquei curioso e fiz várias perguntas pra ele sobre o projeto via facebook, que me respondeu o seguinte:

O lance foi fazer a oficina de fotografia integrando usuários do CAPS, funcionários e também foi aberto pra galera da comunidade, pois o lance era integrar mesmo e usar a fotografia pra derrubar barreiras. O projeto se chama “Quem Faz a Foto?”, porque na verdade, não interessa quem fez a foto, se é A, B ou C, o que interessa é que ela ou elas foram feitas através dos conhecimentos passados na vivência de cada um e com todos juntos em saídas fotográficas, pelo bairro deles.
“Mano, o lance era fazer com que eles lançassem um olhar sobre seu próprio meio saca? Se descobrissem no próprio local onde vivem e descobrissem também o que há de belo por lá, começaram a olhar aquela comunidade de uma outra forma, entenderam que sim, é possível, você mesmo com problemas, criar algo, compartilhar com o outro, foram mais de 2 meses de experiência…Uma experiência que eu vou levar comigo pro resto da vida!”, disse Marcelinho Hora.

Entenderam qual que é da parada? Agora é assistir o vídeo e sentir com o depoimento dos participantes.

GALERIA

SAIBA MAIS:

https://www.facebook.com/marcelinhohora

http://www.soma.am/noticia/coletivo-trotamundos–quem-faz-a-foto

Sobre Dudu de Morro Agudo

Rapper, educador popular, produtor cultural, escritor, mestre e doutorando em Educação (UFF). Dudu de Morro Agudo lançou os discos "Rolo Compressor" (2010) e "O Dever Me Chama" (2018); é autor do livro "Enraizados: Os Híbridos Glocais"; Diretor dos documentários "Mães do Hip Hop" (2010) e "O Custo da Oportunidade" (2017). Atualmente atua como diretor geral do Instituto Enraizados; CEO da Hulle Brasil; coordenador do Curso Popular Enraizados.

Além disso, veja

O papel da educação clandestina na formação Política

Este texto reflete sobre o conceito de "Educação Clandestina", destacando sua abordagem contrária ao ensino formal. Explora as lacunas do sistema educacional brasileiro, particularmente em relação à alfabetização e ao letramento nas escolas periféricas. Descreve como movimentos sociais reúnem conhecimentos diversos, ausentes das instituições formais, promovendo uma troca que desafia o status quo. Aponta a importância da conscientização política e da ação crítica na transformação da realidade. Destaca a educação clandestina como um processo contínuo de formação política, capaz de despertar indivíduos para a realidade e capacitá-los a questionar, refletir e agir em prol da mudança social.

4 comentários

  1. Grande satisfação em conhecer o Marcelinho Hora, agora o Enraizados tem casa em Aracaju e o TrataMundos tem casa no Rio de Janeiro!!!
    Conexão que Contagia!!!

  2. Boa moço. Fiquei muito feliz em conhecer o Marcelinho Hora através do seu texto. É bom saber que existem pessoas como ele fazendo a diferença no nosso mundão. Transmita, por favor, os meus parabéns a ele e a minha satisfação por saber sobre o seu trabalho. Grande abraço.

  3. É nóix Dumontt, em breve estaremos em Aracaju fazendo um intercâmbio entre o Enraizados e o Trotamundos, tenho certeza que podemos nos ajudar muito. Inclusive foi o que eu disse para o Marcelinho, falei muito de você, e disse que logo logo estaremos aterrorizando Sergipe. Mas fica ligado que Sergipe é igual Siri. É ou não é Marcelinho?

  4. Conexão que contagia, é isso ai!!!
    Salve, Dudu, salve Dumontt, obrigado pelas palavras, são momentos como esse que fazem as coisas realmente valerem à pena! O trabalho segue, lento e firme…Afirmando o que o Dudu disse, vocês tem casa, porto seguro aqui em Aracaju!! Vamo que vamo, trabalhando, contagiando, vivendo…Grande Abraço!
    P.S: Só esclarecendo, Bahiano é que é que Siri, ok? kkkkkkkkkk

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