Um mês sem curtir, e aí?

Quem lembra da minha coluna do dia 3 de setembro? Na ocasião eu estava há dez dias sem apertar o botão “curtir” do Facebook e fiz a promessa de que ficaria um mês inteiro sem curtir nada na rede social do Zuckeberg. Em experimento bem ousado feat. vida loka.

O objetivo era saber se algo mudaria no meu newsfeed ao optar por não curtir sequer um post dos meus amigos e das páginas que sigo.

A motivação veio a partir da minha decepção, ao perceber que as novidades interessantes estavam “passando batidas”, enquanto imagens de pessoas e animais sendo torturados apareciam aos montes, mesmo que eu as denunciasse ou as ocultasse. Até agora não entendi bem a razão para tais publicações terem aparecido por tanto tempo em minha timeline.

Não seria nada fácil ficar um mês sem curtir nada no Facebook. E as coisas superbacanas dos amigos ou das páginas que eu sigo?

Criei a seguinte estratégia: interagir através de comentários nos posts mais legais e/ou interessantes. Além de ajudar aos algoritmos do Facebook no entendimento do que é ou não relevante para a minha pessoa. tornei a vida na rede social mais humana e menos mecânica.

Um “curtir” aqui e outro ali, não expressa muita coisa, mesmo para um bom “entendededor” de meias palavras, ou melhor, de meios likes. Ao comentar e opinar sobre as publicações as quais eu julguei relevantes para myself (não confunda com selfie rs), as possibilidades do meu netwroking aumentaram.

Mostrar-se interessado por um post pode fazer com que o autor demonstre interesse por seus posts. Pode render uma visita ao seu perfil. E o melhor, pode ensinar ao espertalhão – não tão esperto assim – do Facebook a identificar o que realmente te interessa naquela bagaça.

Outra coisa importante que me ajudou neste processo: passei a enviar mais mensagens aos meus contatos. E não estou falando daquelas mensagens “acesse isso”, “curta aquilo”, “assista ao vídeo” etc. Falo de conversas mesmo, de aproximação, de humanização. E que fique claro mais um ponto:  aproximação e humanização, no meu caso,  não possuem nenhum relacionamento com autoajuda ou carência de atenção social “like “as pessoas que trocam likes e seguem de volta (SDV), ok?

Os resultados? Surgiram a partir da segunda semana. Não mais gente mutilada. Não mais gatinhos sendo maltratados. Não mais acidentes fatais envolvendo motociclistas – o que me perturba muito!

E o que de bom começou a aparecer na minha timeline ou newsfeed, como preferem alguns? Sabe as pessoas e páginas com as quais iniciei uma interação mais profunda? Então, suas publicações aparecem com mais frequência na minha tela. Podia ser melhor, mas tem a coisa dos anúncios de página e coisa e tal, porém, é assunto para uma outra coluna.

Se a experiência daria certo com você? Quem é que sabe? Tu toparia arriscar? Me invista um bom dinheiro na casa dos seis dígitos e eu “trago a resposta amada em três meses”.

Obrigado e até a próxima!

Ah, me segue no Twitter? Não troco likes e nem sigo de volta. Só se eu gostar do teu perfil. 😉

@PetterMC

Sobre @PetterMC

Rapper, jornalista, pesquisador e videomaker. Head na Agência #TudoNosso e tutor de projetos de comunicação na Agência de Redes para Juventude. Escreve sua coluna no #PortalEnraizados todas as quartas.

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A criação é do ator e diretor Luiz Carlos Dumont, que produzirá os episódios em parceria com a Agência #TudoNosso.

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