Viver a tensão de ser quem é e aquilo que deveria ser (Manifesto da angústia)

Aquela inquietação angustiante de quem não tem dedos hábeis o suficiente para acompanhar tudo que o cérebro processa.
Enquanto dormem nos quartos, crianças e primeira dama,
Eu levito na sala, pois não caibo na cama.

Em nenhuma cama,
Meu corpo para – minha mente avança.

Ferramentas de torturas do passado – lembranças.
Antibióticos do presente – esperança.
Efeitos colaterais do futuro – dessemelhança.

Não me pareço com o que sonhei,
Apesar da Babilônia, apesar de ter conhecido o Rei.

E quem serei? Por quem serei?
Me necessita a pele – me necessita o delay,
Acidente cardio vascular, no improvável estarei,
Tire as crianças das salas na hora de apertar o play.

Sou filme trash ao mesmo tempo angélico – poético,
Energético, são minhas inquietudes carregadas de complexos,
São abafadas todas as dores, não haverá sons histéricos,
Na vitória de mais uma noite virada sem sintéticos.

“Pro girassol o sol, pra São Jorge a lua”.
Pra solidão da sua alma os versos do Comuna.
Identifique-se.

Comuna.

Sobre Marcello Comuna

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Acho mais do que legítimo o debate entre eleitores sobre seus candidatos. O que acho chato, infantil e incoerente é acusar o partido A de corrupto como se o partido B também não fosse.

2 comentários

  1. muito massa a letra da poesia……conheci ontem o site e ja to chapando ………parabens

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